Postado 23 julho 2014

Resenha: Convergente

Por Regiane Cristina S.






Título: Convergente
Autor: Veronica Roth 
Nº de páginas: 526
Ano Edição: 2014
Editora: 
Rocco

Classificação: 2/5 estrelas

Tradutor: Lucas Peterson






“ Existem tantas maneiras de ser corajoso neste mundo. Às vezes, coragem significa abrir mão da sua vida por algo maior do que você ou por outra pessoa. Às vezes, significa abrir mão de tudo o que você conhece, ou de todos os que você jamais amou, por algo maior. ” 

ntes de mais nada, recomendo que leiam a resenha de InsurgenteAQUI). 

Fiquei tão ansiosa quando soube do lançamento de Convergente (Allegiant), já que gostei muito dos dois primeiros livros da série, só que para minha decepção, Veronica Roth não conseguiu superar minhas expectativas. Acho que ela se perdeu totalmente no desfecho da trilogia, enquanto eu fui com muita sede ao pote.

Tudo que Tris Prior um dia acreditou, foi destruído com a queda das facções. Marcada pela dor, violência, traição e perda, ela ainda terá que continuar lutando na esperança de poder viver algo melhor ao lado de Tobias, fora do limites que conhece – isto é, além da cerca.

Mas essa realidade será muito mais difícil do que Tris imagina, pois grandes segredos serão revelados, e pessoas ao seu redor serão afetadas por conta disso. Ela terá que buscar respostas para situações mais complexas da natureza humana – inclusive dela – ao mesmo tempo em que deverá enfrentar escolhas árduas, colocando em prova coragem, altruísmo e sacrifício. 

Logo nas primeiras páginas, a história não me prendeu, e o pior, fiquei totalmente perdida, tentando lembrar os acontecimentos do ponto em que havia parado no livro anterior, para me localizar, mas não obtive sucesso, então tive que reler o último capítulo de Insurgente. E com o passar dos capítulos, nada fluía, pelo contrário, se arrastava mais.

Fiquei mais empolgada quando chegou o momento da fuga para o outro lado da cerca, pois me fez lembrar as cenas de ação dos outros livros, e Veronica Roth chegou a me surpreender com sua marca registrada: em não poupar a morte de personagens interessantes, porém me incomodou com a falta de carga emocional. Deu a entender que os outros não se importaram com a tragédia e que era só seguir em frente.
Apesar da narração em 1ª pessoa contar com uma perspectiva diferente em Convergente, foi outro ponto que não me agradou, pois não dava para distinguir quem era quem narrando, a não ser pelo nome descrito no início dos capítulos. Sei que Eu lírico é complicado, mas quando o autor se arrisca dessa forma, o mínimo que se espera, é que ele consiga passar isso ao leitor.  Tobias aparentava ter as mesmas inseguranças e pensamentos que Tris. Ele era a Tris e a Tris era ele narrando. Confuso? Mas essa foi a impressão que tive.

Quanto aos personagens, eu não me surpreendi com os novos, e quanto a Tris e Tobias, me causaram raiva. Achei que teve muita melação e imaturidade por parte deles. Senti saudades do Tobias do primeiro livro. Parece que o romance deixou ele muito bobo e sem graça. E Tris com a sua teimosia de querer sempre resolver tudo me irritava o tempo todo.
Em relação ao desenvolvimento da história, também achei chata e confusa. Eu não sei se foi pressão da editora, dos fãs, mas Verônica Roth pecou demais nisso. A sensação foi que tudo tinha sido jogado de forma aleatória. Em muitos momentos da leitura, tive que voltar páginas para tentar entender o que a autora queria passar. E eu não aguentava mais o assunto batido de simulações e o desfecho do que é ser divergente - que aliás, eu esperava algo mais surpreendente. 

Acho que o mais interessante no livro todo, foi o final. Roth foi demasiadamente corajosa e ousada em encerrar a trilogia dessa forma.  Acho que apesar de não ter sido o final que eu gostaria, ele tem seus méritos. Se ela tivesse trabalhado o livro todo assim - com confiança - com certeza fecharia com chave de ouro. Também não posso deixar de dizer que foi ótimo ter os mistérios contidos na história, esclarecidos. 

No geral eu fiquei bem decepcionada, porque sei que potencial é o que não falta para a autora. Espero que esse vazio deixado na série Divergente seja preenchida por um novo trabalho dela que aguardo ansiosamente. 

Para aqueles que como eu, acompanham a série, eu acho válido ler Convergente, mas sem criar muitas expectativas. 

Não deixe de conferir a Fanpage e o Twitter da Rocco.

10 comentários:

  1. Oi, tudo bem?
    Sou muito fã da trilogia mas ainda estou criando coragem pra ler o livro. Ja sei do spoiler da Tris e com certeza vou chorar muito quando acontecer :( Adorei sua resenha e obrigada pela dica de sem expectativas vamos ver se assim me decepciono menos haha

    Beijos,
    Giovanna
    sonhandocomlivros.com

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  2. Ohhh, certo. Eu estou enrolando um milênio para ler Insurgente e agora estou ainda mais desanimada (porque, afinal, em algum ponto terei que chegar em Convergente). Vejo tanta gente falando bem que quando fui lendo você jogando essas "verdades", foi um choque. Bom, mas pelo menos, se um dia eu tentar ler, terei em lado que talvez não seja a lindeza que todo mundo fala.

    Abraços,

    Cabeças de Vento

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  3. Enrolei muito para ler a trilogia. Gostei do primeiro, do segundo, mas o terceiro... Eu senti que a autora se perdeu completamente, sem saber como fazer um final digno e odiei o que ela fez com a Tris. No fim ela elevou o Quatro, que nem de longe parecia o Quatro do primeiro livro e sacrificou a personagem mais interessante da trilogia. E pra que? PRA NADA!!!

    Não tem ideia de como fiquei irritada com esse final. Sorte que eu li no Kindle, porque se lesse o livro físico, ele voava pela janela. No fim, a autora optou pela Síndrome de Trinity, onde a personagem feminina forte é sacrificada para exaltar o personagem masculino. Foi o que aconteceu com a Tris. Eu teria feito totalmente contrário ao que Roth fez: sacrificava Quatro para amadurecer Tris e fazer dela uma cidadã, uma pessoa plena. O que a autora fez acabou com uma trilogia que tinha tudo para dar certo. Uma pena. =\

    momentumsaga.com

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  4. Eu li a trilogia toda e fiquei um pouco decepcionada com a evolução da história, acho que esperava mais de uma distopia com personagens tão marcantes.
    Bj e fk c Deus
    Nana
    procurandoamigosvirtuais.blogspot.com.br

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  5. Olá Regiane!
    Confesso que me senti bem confusa com as narrações também. Em muitos momentos tive que voltar para o começo do capítulo para saber quem realmente estava narrando aquela cena, rs.
    Divergente é a minha distopia preferida de todos os tempos, mas o final não foi tão bom quanto eu esperava também :/ Acho que a autora correu demais... Deixou tudo muito confuso. Provavelmente com a intenção de não deixar nenhuma lacuna no fechamento da história, ela se perdeu bastante.
    Adorei a resenha :)
    Beijos,
    Ana M.
    www.vicioemlivros.com

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  6. Oi Reeeeeeee!
    Juro que Convergente me decepcionou muito. Eu tive que voltar várias vezes para entender tal parte, e não vinha mais sendo como Divergente, e Insurgente que me prendeu a atenção até não poder mais.
    Foi triste no decorrer da leitura, justamente por ter decepcionado acho que a maioria dos leitores dessa maneira.
    Acho que é isso.

    Um beijo..

    Alichel
    entrelivroseoutrosvicios.blogspot.com.br/

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  7. Oi, Regianee

    To enrolando pra terminar Insurgente, mas nao pude deixar de admirar as fotos do seu post, mt boas meesmo :o
    Adoro suas resenhas e seu blog (sou apaixonada por esse layout hahhaha).

    Bjs,

    Mils
    http://utrenoka.blogspot.com.br

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  8. Oi Regiane! Recebi o seu marcador de uma amiga que foi a bienal e vim aqui visitar o seu cantinho :)
    Adorei a sua resenha super honesta :) eu confesso que eu já comecei a desgostar da trilogia no segundo livro, esse também não me agradou, e quando eu vi o primeiro capítulo narrado pelo Tobias eu acho que já comecei a sentir ali mesmo como seria o final. Não, eu não gostei, mas é uma distopia né?! Ai ai...adorei o blog! beijos!
    http://www.trocandodisco.com.br/

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  9. Eu realmente não sei se o final foi decepcionante ou diferente, pq eu acho que a autora conseguiu fazer um final diferente hahahha

    http://criativare-leitura.blogspot.com.br/

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