Postado 21 setembro 2013

Resenha: Divergente

Por Regiane Cristina S.







Título: Divergente
Autor: Veronica Roth
Nº de páginas: 502
Ano Edição: 2012
Editora: Rocco

Tradutor: Lucas Peterson






“ O objetivo não é perder o medo. Isso seria impossível. Aprender a controlar seu medo e libertar-se dele é o verdadeiro objetivo.

uando me deparei pela primeira vez com Divergente eu não senti vontade de lê-lo imediatamente, mas depois de me ver tantos comentários positivos em torno da série, resolvi me render a ela. Comprei o livro na Fnac no mesmo dia que o Gui Cepeda (Burn Book). Apesar de não ter visto nada muito de diferente de outras obras de distopias atuais, superou minhas expectativas. 

Tudo se passa numa Chicago futurista, que após diversas guerras a sociedade foi dividida em cinco facções: AbnegaçãoAmizadeAudáciaFranqueza e Erudição. A partir disso, todos os jovens ao completarem 16 anos são obrigados a um teste de aptidão, seguido de uma grande cerimônia, dando-lhes a oportunidade de escolher outro grupo ou permanecer no qual nasceram. E ainda existem aqueles que não conseguem sucesso nos testes, que acabam classificados como os sem-facção, resultando em uma vida extremamente difícil e miserável. 

Beatrice é uma garota que nasceu e cresceu na Abnegação, e de acordo com os resultados das suas simulações - apesar de excelentes - elas não foram respondidas conforme o previsto, determinando assim que ela é uma divergente. Agora a jovem terá que decidir se permanece na facção de sua família ou se vai atrás do grupo que mais se assemelha ao seu perfil. Sua escolha surpreende a todos e a ela própria, contudo Beatrice irá perceber que existem muito mais coisas além de uma sociedade aparentemente perfeita que lhe foi apresentada ao longo de sua vida.

Distopia é um tema que atrai muito. Sou fascinada por livros que abordem o gênero, por isso seria injusto deixar Divergente fora das minhas metas de leitura. Apesar de como eu disse anteriormente - que se trata de uma série que não chega a ser algo original - ela tem seus méritos e diferenciais que a torna muito interessante. Algumas delas são a ousadia e coragem da autora. Isso me faz crer que ela se identifica muito com a facção AudáciaVeronica Roth me surpreendeu muito com algumas mortes, ela não faz a linha que se prende aos personagens ao ponto de mantê-los vivos só por dó. Sejam eles destacáveis ou não. Eu admiro muitos escritores com esse tipo de pensamento, pois acaba deixando a história marcante e elevando as emoções ao ápice. 

Uma coisa que me incomodou muito no início da leitura, foi o treinamento cruel da facção Audácia. Eu não conseguia me conformar como eles eram obrigados a desafiar a morte praticamente o tempo todo, principalmente aquela coisa louca de pular nos trens em movimento. Eu sentia muita aflição nessas cenas, e parecia sentir dor nas competições que envolvia força física, mas conforme fui ganhando intimidade com a facção acabei admirando-a por conta de alguns personagens. Ainda sim, eu me senti mais confortável e me identificando mais com a Abnegação, já que sou uma pessoa que me doou muito para aqueles que me cercam. Eu tinha a impressão que eu ia gostar muito da Erudição, por ser ligada a conhecimento e inteligência, mas nunca estive tão enganada. Em relação à Amizade e Franqueza eu ainda não tenho uma opinião formada. Espero que a autora explore profundamente essas facções na continuação da série. 

A ausência de explicações sobre o resto da população além da nova Chicago me leva a crer que foi uma falha da autora. Deu a impressão de vazio, já que são detalhes mais que essenciais para não criar pontos de interrogação na cabeça do leitor, como aconteceu comigo. De qualquer forma, prefiro manter a esperança de que Veronica não vá seguir com esse buraco no próximo livro.

Os personagens são bem interessantes e muito bem trabalhados, inclusive Beatrice. Sempre que encontro livros com histórias que trazem narrações em 1
ª pessoa, fico com o receio de odiar a protagonista, mas nesse caso - felizmente - foi ao contrário. Afeiçoei-me a ela desde as primeiras páginas. Sua determinação é admirável e ela tem uma personalidade bem marcante. Quatro é um personagem que me despertou muita curiosidade, pois de início ele era muito fechado e cheio de mistérios, mas com o decorrer da trama, ele vai revelando seu outro lado, que, aliás, me conquistou completamente.  Com certeza é o meu favorito. 

Também gosto muito da Tori por vários motivos, porém prefiro não entrar em detalhes para não dar spoiler. Vou torcer para que ela ganhe mais destaque em Insurgente. Outros personagens que também possuem papéis importantes são ChristinaWillAlEric e Jeanine.

Divergente possui uma leitura fácil, mas muito envolvente que foi capaz de me manter presa em suas páginas por horas, sem dar tempo de pensar em mais nada. É uma história para mergulhar de cabeça. A cada capítulo, a trama se tornava mais instigante, com muita ação, mandando a monotonia para bem longe. E por último - e não menos importante - a autora preferiu não utilizar o tão batido triângulo amoroso e isso me fez admirá-la ainda mais.

Eu recomendo essa série para aqueles que apreciam distopias, com romance, ação e grandes revelações. Prepare-se para esse mundo extraordinário criado por Veronica Roth.

Não deixe de conferir a Fanpage e o Twitter da Rocco.

17 comentários:

  1. ( e aí, a gente apaga o comentário anterior porque percebeu alguns erros na pressa de escrever hahahahah)

    AMO essa série. Esses vazios que você citou são melhor explicados no livro 2. Acho que, por ser muita informação, ela escolheu fazer aos poucos, o um é mais focado lá na mocinha achando o seu lugar nas facções e se adaptando à qual escolheu. :) A continuação é punk, achei 220v, nem dá tempo de respirar; e Beatrice dá nos nervos, mesmo assim, gostei.

    Beijooooooos

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  2. Sempre tive muuuita curiosidade para ler Divergente, mas ainda não tive oportunidade! Me falaram montes e pencas do quanto o livro é incrível o que me deixa cada vez com mais vontade de ler, afinal AMO distopiass!
    Sua resenhs me deixou com ainda mais vontade Rê! Comofas agora? asuhaushsauh
    Beijoos
    Becca
    www.temosmuitomaispradizer.com

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  3. Já li o livro, é surpreendente, adorei, só esperando uma promoção básica para ler Insurgente. A historia se desdobra magicamente e trilha um caminho inesperado, sem duvida ele é otimo... Parabéns pela resenha!

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  4. Estava esperando sua resenha pra esse livro, Rê! E realmente, foi como a gente conversou, nas cenas de lutas e riscos, parecia que era com a gente! Muito curioso o que o livro faz na nossa mente!
    Preferi Divergente do que Insurgente, mas na maioria das vezes nunca gosto do segundo livro de trilogias huahauahua.
    Mega curiosa para ler o último!

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  5. Olá Regiane! Só escuto elogios a 'divergente' e to bem curioso para ler. Consegui o livro há pouco tempo, mas ele ainda tá na fila de espera. E eu não só ainda não li o livro como não li nem uma distopia ainda, ele será o primeiro e acho que vou começar bem né? Abraços!

    www.cabanadoslivros.com.br

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  6. Meu caso com "Divergente" é assim: um vai e volta constante! Adoro distopia, logo, o gênero desse livro me agrada muito. Porém, ainda não consegui terminar, leio e paro toda hora. (Deve ser algum tipo de ressaca literária, sei lá!) Um dia eu consigo terminar! rsrsrs
    Beijos

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  7. Audácia realmente tem tudo a ver com a autora!
    Apesar de parecer clichê, essa distopia vem surpreendendo muito todos os leitores!
    Após minha atual ressaca literária, pretendo lê-lo!
    Parabéns pela resenha!
    http://vanille-vie.blogspot.com

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  8. Confesso ter lido poucas dispotias mas gostei dos que eu li!! amei a resenha, me deixou ainda mais curiosa, também já li vários comentários positivos o que me deixa ainda mais curiosa!!! espero ler o livro antes do lançamento do filme.

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  9. Oi, Re! Confesso que sua resenha me deixou um pouco mais curioso, até porque nunca me interessei por ler nenhuma desse livro por ser simplesmente uma distopia. Mas essa personalidade da protagonista e a ausência de um triângulo amoroso me deixaram um tanto curioso. O agravante é sempre esse que você citou: e o resto do mundo? Isso me deixa meio receoso porque parece que em toda distopia parece faltar esse aprofundamento sobre o resto do mundo. Bom, adorei a resenha e com certeza será uma das próximas leituras. Quero saber com qual facção irei mais me identificar rs
    Beijoooooos
    Lucas ~ Descobrindo Livros

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  10. Eu também sentia bastante aflição e medo pela própria Tris no começo, achei que algumas pessoas -lê se um bando de babacas- foram muito cruéis com ela no começo. Esse livro é muito bom, super recomendada a leitura, estou louca para ler Insurgente!

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  11. Ainda não li Divergente apesar de todos falaram TANTO dele..Mais anda não tive oportunidade de comprar e ler o livro..Mais de distopias essa é a que mais me chamou a atenção devido ao falatório depois de Jogos Vorazes..acho que vale a pena conhecer uma nova distopia onde as pessoas são separadas por castas...esperar para ler..pela sua resenha não espero nada de tão diferente assim, mais uma boa história bem escrita.

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  12. Rê, eu também não era fã de distopias, mas quando li um pedacinho de Divergente tudo mudou! Não conseguia parar de ler, e estou louca para ter Divergente e Insurgente nas mãos. Adorei a sua resenha, também me senti assim com relação a ele. E viva a Rocco por publicar THG e Divergent! :) Beijos

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  13. Eu realmente gostei de Divergente! O conceito que a Veronica aplicou para as Paisagens do Medo me deixou altamente desejosa de participar daquelas cenas. A Tris foi uma protagonista que me surpreendeu positivamente. Ela se superava a cada instante e eu vibrava com isso.
    Ao contrário de vc, eu já adorei o treinamento da facção Audácia, mas bem...talvez eu seja um pouco sádica..quem sabe!? rs
    Bjss,
    Annie

    http://omezanino.blogspot.com/

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  14. Gostei muito da resenha, já li o livro e adorei, quando li sobre o livro pensei que o tema não ia me interessar pois não tinha lido nada deste tipo ainda, mas me surpreendi e gostei muito e quero ler o próximo.

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  15. Eu achei que ia ganhar esse livro de presente, mas ele até hoje não chegou rsrssr já até perdi as esperanças estou esperando juntar um pouco de dinheiro para comprar. A história parece ser muito envolvente, e também gosto quando não há triângulo amoroso, triângulos amorosos geralmente não me convencem. Estou curiosa para conhecer essa distopia!
    Abraços, Raquel.

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  16. Amei sua resenha, eu não estava tão afim de ler mais agora to super empolgada para a leitura

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  17. Eu comecei a ler esse livro e travei no meio, fiquei sem saco pra terminar, mas depois de ler a sua resenha vou terminar de ler ate porque ja tenho os outros dois kk

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