Postado 03 janeiro 2013

Resenha: A Culpa é das Estrelas

Por Regiane Cristina S.






Título: A Culpa É das Estrelas
Autor: John Green
Nº de páginas: 283
Ano Edição: 2012
Editora: Intrínseca










“ Às vezes as pessoas não têm noção das promessas que estão fazendo no momento em que as fazem. ” 

Eu criei tantas expectativas com esse livro, mas infelizmente elas não foram superadas. Eu imaginei que ia chorar muito no término da história – pois sou uma manteiga derretida – mas nem isso aconteceu. A Culpa É das Estrelas é uma obra bonitinha que contém uma mensagem válida, mas que não passa disso.

Hazel Grace é uma paciente terminal de apenas 16 anos. Ela tem câncer desde os 13. Apesar de um possível milagre da medicina ter feito que seu tumor tenha diminuído bastante, dando lhe uma chance de prolongar sua vida por mais um tempo, ela sente como que sua história fosse finalizada no momento que recebeu o diagnóstico.

Mas esse pensamento logo se vai, quando Augustus Waters entra em cena ao participar do Grupo de Apoio de Crianças com Câncer. A partir disso, esses dois vão correr atrás dos sonhos que poderão preencher as páginas em branco de suas vidas.

O livro é narrado em 1ª pessoa, aos olhos de Hazel. John Green conseguiu dar uma boa visão de tudo que ocorria ao redor, mas confesso que me irritei muito com a protagonista no início da história. Sei que ela tinha todos os motivos para reclamar por causa de sua situação, mas dei graças a Deus quando Gus apareceu e ela mudou sua maneira de ser.

A história começa morna e só começa a esquentar lá pela página 60. E quando tudo leva a crer que vai engrenar, ela volta a ficar como no início. Apesar disso, a escrita do autor é boa e acaba fluindo. Acho que se não fosse dessa forma, eu teria tido dificuldades para concluir a leitura.


O romance contido em A Culpa é das Estrelas não me convenceu. Achei muito passivo para duas pessoas que seriam capazes de viver cada momento e cada dia como se fossem os últimos.  Esperava um amor mais desesperado e mais intenso e infelizmente não foi assim. Sem contar que no ápice do relacionamento houve acontecimentos que me fizeram crer que Hazel parecia mais uma boneca do que um ser humano. Faltou emoção da parte dela e isso me incomodou. Atrevo-me a dizer que John Green não entende muito do universo feminino e pouco procurou entender. Ele se preocupou muito mais com termos técnicos da medicina do que com os sentimentos dos seus personagens.


Uma das coisas que mais me agradaram nessa obra foi o humor negro – na medida certa - que o autor usou para driblar a tensão dos momentos mais críticos do câncer. Com certeza, esse foi um dos pontos mais alto do livro. Outro detalhe que gostei e que achei importante foi a mensagem que foi passada na história: de superação e de persistência.


Quanto aos personagens, não tem nenhum que tenha me conquistado 100%. Hazel é bem chata de início, mas depois que ela começa a mudar, quase me cativa. Nem gosto e nem desgosto dela. Ela se tornou neutra. Já Gus eu gostei bastante da sua personalidade, da forma que ele lidava com sua doença e com as pessoas que estavam ao seu redor. Só não gostei muito da formalidade – mesmo que tenha sido um detalhe proposital do autor – que ele utilizou para com a Hazel, chamando-a por nome e sobrenome toda vez que se dirigia a ela. Isaac com todo seu drama, chega a ser cômico e apesar de não ter muito destaque, ele tem o seu valor. Van Houten é um personagem que achei totalmente desnecessário. Eu cheguei a pensar que ele era interessante, mas conforme fui conhecendo-o, percebi que ele não faria falta alguma de tão medíocre que ele é. Me causou vergonha alheia. Só não vou falar mais nada sobre ele, pois acabaria em spoiler. Gostei muito dos pais da Hazel e achei que eles deveriam ter sido mais explorados.


Gostei da reviravolta, pois em nenhum momento eu desconfiei. Pegou-me totalmente de surpresa. Só que eu esperava muito mais do final. Imaginei que seria a parte que eu mais poderia gostar, mas me enganei. Não surtiu nenhum efeito, pois faltou impacto. Fechei o livro e pensei: “Ficou faltando algo”. Sinceramente fiquei espantada com a minha reação. Meus olhos sequer encheram de lágrimas. Costumo chorar com livros com temáticas mais leves e justo nesse que trata de algo sério e delicado, passou longe. Acho que pelo fato de muita coisa ter soado artificial e forçada demais.


Eu ainda estou tentando me conformar por não ter me afeiçoado a esse livro, como eu gostaria. Reconheço que ele tem seus méritos, mas também existem muitas coisas que me incomodaram. Poderia ter sido bem melhor caso o autor ousasse mais no romance. Eu esperava muito mais de John Green. Posso ser apedrejada, mas A Culpa é das Estrelas é um livro pretensioso demais.


Conselho: Não vá com tanta sede ao pote como eu fui, pois você poderá se decepcionar. 


22 comentários:

  1. Tenho ouvido muito a respeito desse livro e fiquei surpresa ao ver que deu apenas três estrelas (maçãs, no caso). Sua resenha foi muito sincera e fez com que minhas expectativas em relação à obra diminuíssem o que pode te salvado a minha leitura! (:
    Abraços,
    Gislaine | Paraíso da Leitura

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  2. Esse livro realmente com o tanto que falam dele tem tido grandes expectativas.
    Eu tenho muito receio de ler livros muito falados na blogosfera por medo de me decepcionar.
    Também achei que você foi bem sincera em relação a ele. Gostei da resenha.

    Beijos,
    Hannah - Secrets of Book.

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  3. Eu quero esse livro, estou louquinha por ele.
    Amei sua resenha;
    clicandolivros.blogspot.com

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  4. Nossa espera que você fosse amar o livro. Tenho lido muitas resenhas sobre ele é todo mundo fala super bem dele.
    Eu quero muito ler, éespero que ele me surpreenda bastante.
    Bjos...

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  5. Eu gostei bastante, mas achei q o fim poderia ser melhor. Confesso q não entendi o final muito bem.

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  6. Rê, essa é a segunda resenha que leio hoje e que não foi totalmente positiva...
    Bem, eu dei uma parada na leitura por achar que eu não estava no clima, sabe?! Não tô amando como todos amaram, mas nos momentos em que lia me sentia comovida com a história... Bem, semana que vem tô pegando o livro novamente... Vamos ver o que vou achar!

    Feliz 2013!

    :*
    Mi
    Inteiramente Diva

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  7. Gostei da resenha! Eu havia pensado em ler o livro e já não vou ler. No momento estou lendo "O clube do tricô" e apesar da história até ser bacaninha é muito lenta... não há um gancho que me fisgue e estou fugindo de outro leitura morna assim...
    ;)

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  8. Oi :)

    Nossa, acho que é a primeira resenha que leio desse livro onde não é 100% positiva.
    O problema de livros que fazem esse sucesso todo é justamente as expectativas que insistem em aparecer. É até normal, mas é quase certo o sentimento de insatisfação quando se termina a leitura. Isso é realmente horrível.
    E deve incomodar mesmo esse romance sem emoção. Eles estão em situação delicada, o mínimo que eles poderiam fazer é se amar intensamente, pois o amanhã pode não existir.

    Apesar de tudo isso, rs, acho que ainda irei enfrentar a leitura. Vamos ver o que eu acho!

    Ótima resenha. :D

    João Victor, Amigo do Livro
    http://amigodolivro.blogspot.com.br/

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  9. O livro trata de um tema delicado:o câncer, de forma suave,doce, divertida e até mesmo engraçada. Hazel atualmente tem 16 anos, mas desde os 13 tem um câncer no pulmão e nessa condição ela precisa andar sempre com um tanque de oxigênio,por onde vai.Apesar de achar que sua filha está enfrentando essa situação numa boa e tentando levar uma vida normal,porque até faculdade Hazel frequenta,está preocupada com afilha achando que ela esta com depressão,então decide que a filha vai participar de um grupo de apoio.
    Hazel não está aceitando muito bem essa ideia,até que conhece Augustus,um garoto que já teve a doença.John Green nesse livro consegue tratar de um assunto tão triste e delicado, e nesse caso de uma adolescente que está começando a viver.

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  10. Primeira resenha que eu encontrei e não falou que era "perfeito" "lindo" "chorei". Eu já estava começando a me sentir uma estranha, achando que era a única que não tinha gostado do livro.
    A Hazel é muito chata mesmo, e tipo eu já li outros livros que é tratado o mesmo tema: personagem com câncer, meio chata, desacreditando da vida. Mas quando aparece O MENINO, pra salvar a história e dar uma razão pra vida dela, a personagem tem que evoluir e não ficar naquela o livro todo. Eu achei a Hazel sem emoção, até na hora que eles têm a primeira vez... foi meio "???".
    Enfim, ótima resenha. Sinceridade acima de tudo!

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  11. eu gostei muito do livro a protagonista não é chata apenas esta "morta" não esperava q lhe acontecesse nada pra ela seria at melhor se nao acontecesse na sua maneira de pensar. O gus não salva apenas explora o melhor de hazel. o livro nao fala sobre uma paixao q os tira do real mais fala de um amor vivenciado de acordo com suas realidades vivem a morte tudo é feito com consciência vontade desejo e amor.o livro trata de pessoas q passam a viver e se compreendem pois sao do mesmo universo q tem novas experiencias juntos q nao querem nao passar pela morte apenas aproveitar o dia!

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  12. Finalmente alguém que pensa como eu....os personagens reclamaram tanto da falta de final do "Uma Aflição Imperial" e aí o próprio livro acaba de maneira esquisita? Eu hein..

    Enfim, foi bom pra me ajudar a pengar no sono à noite...

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  13. Ah, eu gostei. Por tudo aquilo que conversamos no Twitter. É um dos meus preferidos! ^^ Mas não critico quem não goste, afinal gosto é algo extremamente subjetivo. ;)
    Beijinhos!

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  14. Achei a sua resenha um tanto exagerada, não entendo como você se emociona com livros mais leves e não se emocionou com esse. É, mas vai de cada um mesmo... Não considero a Hazel uma menina chata, talvez você a ache assim porque nunca esteve na situação dela, com 16 anos podendo ter tanta coisa pra fazer, mas só ter expectativa pra morrer hoje ou amanhã. Sem falar que, é claro que ela tem grandes sentimentos, mas como uma garota de 16 (que teve câncer aos 13), não está acostumada a mostrar seus sentimentos assim, como esses que nós conhecemos em outros livros. Não sei se deu pra entender muito bem a ideia, mas é algo pra dizer que o Augustus era uma novidade, namorar era uma novidade, enfim... E eu consigo sentir a dor dela com a perda dele, assim como consigo entender seus sentimentos no decorrer da história.
    Contudo, é claro que o livro tem seus defeitos, mas vocês os enfatizou demais. Ele tem grandiosas coisas que você deixou de citar. É só uma dica pra que você reflita um pouco mais nessa leitura, pois eu acho que você não leu com o coração.
    Beijos.

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Nossa, discordo muito.
    Vivi uma situação como a dos pais da hazel e ela própria - ver alguem que amo morrer, e é asssim mesmo. Nada de emoção pingando pelos poros, dramatismo exagerado...só o silêncio da dor, que só entende quem passou. estória linda e sensível, para quem consegue captar a sensibilidade das coisas sutis, claro.
    a falta de final é obviamente proposital, o através do Von, Green se explica.

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  17. Olá,
    Acabei de ler "A culpa é das Estrelas", e realmente esperava mais do livro, e sem dúvida é um livro pretencioso. Como vc mesma disse, ele tem seus méritos, mas faltou um algo a mais, q vou pensar mais à respeito, para fazer minha resenha. Mas fico satisfeita em ter encontrado alguém q não ache esse livro o máximo, como me fizeram crer.
    Abraços e boas leituras!

    http://amandatrindadepalavrasaovento.blogspot.com.br/

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  18. Olá, sinceramente também não gostei desse livro muito chato! Embora tenha um assunto bem delicado e triste, mas decepicionei-me tanto que acabei o excluindo (leio em ebook). Nunca mais quero lê-lo de novo... Nem sequer brotou uma lágrima de mim, e olha que sou muito emotiva e choro bastante fácil! Romance chato e devagar. Não gostei do livro (ja li melhores com o msm tema) nota 2,5.

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  19. Este comentário foi removido pelo autor.

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  20. Poxa, finalmente alguém com a mesma opinião que eu! xD
    "Atrevo-me a dizer que John Green não entende muito do universo feminino e pouco procurou entender. Ele se preocupou muito mais com termos técnicos da medicina do que com os sentimentos dos seus personagens", exatamente. Isso foi um dos incômodos que encontrei no livro, fora o fato da "pobreza" de sentimentos que poderiam ter sido muito mais explorados. Por exemplo, achei super sem graça o fato de ele ter de certa forma poupado a [SPOILER!!!] morte do Gus. Quer dizer, o livro só começou pra mim quando o Gus disse que tava doente, e aí começa toda uma expectativa ao redor da situação dele pra, no momento que poderia ser o ápice, o John Green deixar a morte do guri em segundo plano. Tipo, POR QUE ELE NÃO EXPLOROU O PONTO MAIS ALTO DO LIVRO??? Você fica naquela expectativa pra depois virar a página e ler algo como "Augustus Waters morreu 8 dias depois" e fim.[/SPOILER!!!]
    Isso detonou o pouco respeito que eu tava desenvolvendo pelo livro.

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  21. Muito bom!!! Se alguém tiver interesse, temos alguns modelos de imãs, caixinhas e chaveiros com trechos do livro. Vejam http://www.minhavoquedeu.com.br/index.php?route=product/product&product_id=84

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  22. Na realidade eu gostei do livro sim ,Não choreii mais a personagem como vc disse foge um pouca da feminilidade ,mais existem garotas assim preferem guarda pra si só do que ficar aos berros . Enquanto ao final também esperava mais , só que depois entendi que esse final foi baseado no livro que eles sempre citavam o Aflição Imperial então de 10 eu daria 8 pro livro...minha opinião

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